Inovação: o Brasil precisa fazer pontes com o futuro
Para abrir o seu pronunciamento no Fórum de Líderes, em 19/7, o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix, propôs reflexões ao público participante do 66º Congresso ABM. ‘Há capacidade de geração própria de tecnologia suficiente para sustentar a competitividade brasileira no cenário internacional?’ Após dizer que sim, levantou outra questão: ‘quanto as empresas investem em inovação?’
Para ele, as organizações investem pouco, custam a investir e nem sempre o retorno é favorável. “A tecnologia é tema presente em todas as discussões das empresas e do governo, mas, quando se fala em câmbio ou em incentivos, por exemplo, as desculpas começam a aparecer”, revela.
“Entre as que inovam está a Petrobras, responsável por quase a metade do investimento em P&D no Brasil”, comenta. Segundo o professor, o País já avançou muito, entretanto a distância dos outros países é a mesma porque eles também progrediram. A maior parte dos pesquisadores brasileiros está nas universidades – a nação é a 15ª colocada no mundo – e a minoria nas empresas. Nas economias mais avançadas, como a dos Estados Unidos, o quadro é o oposto.
Arbix enfatizou que, para ter ganhos reais de produtividade e competitividade, o Brasil deve fazer pontes com o futuro. “Precisamos ser agentes transformadores e trabalhar com áreas estratégicas, contratando mão de obra mais qualificada e incentivando a criatividade”, explica. Ele ainda acrescenta que é preciso utilizar a inteligência de forma articulada com outros países para lançar novos produtos e alcançar outros mercados. Pensando na internacionalização das empresas, é possível participar das cadeias globais de maior valor agregado. “E é aí que o futuro está sendo construído”, finaliza.











[...] e Glauco Arbix, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, que discorreu sobre Inovação. O presidente do Conselho da ArcelorMittal Brasil, José Armando de Figueiredo Campos mediou os [...]
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